Daniela Mercury - Big Apple Fan Club - New York

 

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Press Release - News

   

           
            


Daniela Mercury abre o jogo no Planeta Cidade (09-fev-2006)

No clima do Carnaval, O Planeta Cidade desta sexta-feira, dia 10, entrevista a baiana Daniela Mercury. O jornalista César Giobbi faz uma entrevista no ritmo frenético da cantora, onde consegue surpreendentes revelações.
Muito simpática e falante, Daniela explica sua paixão pelo Carnaval da Bahia, fala da sua carreira internacional e dos trabalhos como embaixadora da Unesco. Além disso, a cantora abre o jogo sobre a polêmica que envolveu sua indicação para uma apresentação em Roma, cancelada pelo Vaticano por ela ter defendido o uso de preservativos, principalmente entre a população mais jovem.
Ainda nesta edição, Giobbi e Jamil Maluf, diretor artístico do Theatro Municipal e regente da Orquestra Experimental de Repertório, fazem um passeio pelo mais tradicional e famoso teatro de São Paulo.
O cronista Ricardo Freire passeia pelo bairro da Liberdade e mostra a diversidade de petiscos e sucos que estão disponíveis nas calçadas do bairro.
Já Mara Luquet aborda as diferenças entre o homem e a mulher na hora de comprar qualquer coisa.
O Planeta Cidade vai ao ar sexta-feira, dia 10, às 22h, na TV Cultura.


Fonte: O Fuxico


Baile Barroco (31-jan-2006)

Baile Barroco é o primeiro DVD ao vivo, gravado exclusivamente num trio elétrico, durante quatro noites - sábado, domingo, segunda e terça feira - num total de 24 horas de apresentação, durante o carnaval de Salvador de 2005. O repertório é uma homenagem aos 20 anos da axé-music, gênero que surgiu dos trios elétricos e cujo marco é a gravação da música Fricote, por Luiz Caldas, em 1985, e que está presente no DVD, ao lado de Daniela, como artista convidado.

Em pleno desfile, do trio elétrico - sua "escola de samba de rodas", como ela mesma chama - ao passar na frente do camarote 2222, um encontro inesperado com o cantor e ministro da cultura do Brasil, Gilberto Gil, fica registrado em DVD, numa versão especialíssima de Vamos Fugir, com Gil cantando da varando do seu camarote e Daniela do palco do seu trio.

Foi também registrada a participação dos convidados do trio eletrônico, Fernanda Porto, Banda Kaleidoscópio e Ramiro Musotto, três grandes artistas que ganharam respeito internacional por seus trabalhos competentes e criativos fazendo musica eletrônica brasileira.

Fonte: amigosdarainha.weblogger.terra.com.br/


Daniela emociona platéia paulistana (23-nov-2005)

Na noite de quarta-feira, Daniela Mercury apresentou-se no Teatro Sérgio Cardoso acompanhada pela Orquestra Jazz Sinfônica. Essa não foi a primeira vez que a cantora fez um show ao lado da orquestra. Em outras oportunidades fez o espetáculo "Circo Místico" e os programas "Hebe" e "Altas Horas"."Seria um luxo se pudesse ter essa orquestra comigo viajando o mundo. É um sonho de consumo", confessou a artista.
O teatro estava lotado para receber Daniela, que ao lado de Dorival Caymmi e tantos outros representa a Bahia como ninguém. Foi o que disse o Maestro José Maurício Galindo ao chamá-la ao palco.
Logo de início, Daniela cantou "Maria Clara", música de sua autoria gravada no cd "Clássica", lançado em agosto deste ano. O repertório, aliás, foi todo baseado neste trabalho. Após a primeira música, Daniela descontraiu o púbico dizendo que achava que a orquestra estaria de black-tie, por isso ela estava de longo. Mas surpreendeu-se ao ver que todos os músicos estavam vestidos informalmente e disse "Amanhã eu venho de minissaia!". E o maestro, entrando na brincadeira, disse que se ela fosse de minissaia não daria muito certo pois os músicos iriam se desconcentrar.
Na sequência, Daniela fez a belíssima canção "Covered Saints" e depois "Retrato em Branco e Preto", "Serrado", e "Atrás da Porta" . Nessa canção, Daniela lembrou da época de menina quando já cantava o repertório de Elis e mesmo não conhecendo o amor, já podia sentir pela interpretação de Elis toda a densidade da música.
Depois, vieram "Derradeira Primavera", "Vapor Barato" e "Corsário".
Para encerrar, Daniela interpretou "Upa Neguinho", "Ladeira da Preguiça" e "Amor até o Fim". Neste momento, Daniela não perdeu a oportunidade de convidar o Maestro Galindo para dançar com ela. Descontraída, a cantora apresentou todos os naipes da orquestra antes de encerrar o espetáculo.
Para a surpresa, voltou ao palco para interpretar "Divino Maravilhoso". E num segundo bis não programado, repetiu "Serrado" e levantou a platéia. "Descobri que eu também posso mandar um pouquinho aqui. Alguma vez na vida, vocês já cantaram com uma orquestra? É o que a gente vai fazer agora!", disse Daniela a puxar o clássico de Djavan.
Para quem perdeu o show desta quarta, amanhã tem mais!
Vale lembrar que a apresentação de sexta-feira no Clube Paulistano também será com a Jazz Sinfônica.

Fonte: www.centraldanielamercury.blogger.com.br/


A Rainha não é boba da corte

Sem pesos nem receios, Daniela Mercury, 40 anos, assume o título de rainha da axé mesmo com todas as críticas ao gênero baiano. Um outro lado da moeda, agora, a faz refletir. Daniela não quer fazer só Carnaval para não se tornar bobo da corte. Perto da festa maior de seu império, faz críticas aos desfiles 'separatistas' e fala sobre as nem sempre lucrativas turnês internacionais

Por Júlio Maria do Jornal da Tarde - São Paulo

Jornal da Tarde - Axé music, MPB ou samba reggae. Qual prateleira é mais apropriada para colocar seus discos?
Daniela Mercury -
Ainda acho que o rótulo de axé é o melhor. Me sinto orgulhosa por ser precursora de um gênero no Brasil, sonhava em fazer algo diferente na minha carreira. Fiz pesquisas até que vi o samba-reggae, a base do axé, e fiquei encantada com aquilo. Foi o samba-reggae o grande divisor de águas, a grande novidade desses últimos 15 anos de música brasileira.

Jornal da Tarde - O axé music é um dos gêneros mais castigados pela crítica e por correntes de músicos que afirmam: foi o gênero que monopolizou as rádios, banalizou a música baiana, levou ao público uma música sem conteúdo...
Daniela Mercury -
É o preço que temos que pagar. Não sofri muito com isso, mas por ter o título de 'rainha do axé' recebi uma carga muito grande. Algumas pessoas passaram a olhar para mim de um jeito que não olhavam, ter um preconceito que não havia no começo do axé. Sou uma artista conhecida hoje, mas quando não era nunca me vi na posição de ficar reclamando porque o outro era famoso e eu não era. E outra coisa: não é responsabilidade do artista se aquele gênero continua predominando, não se pode fazer nada em relação a isso. Quem manda é o mercado. Eu nunca forcei a barra. Muita gente acha que eu fiz marketing com o Canto da Cidade, não fiz marketing nenhum. Aquilo aconteceu por uma procura muito grande de uma artista que estava chegando. A música foi para a rádio, mas a gravadora não fez marketing. Não conheço história de uma gravadora que tenha investido milhões em um artista no Brasil para fazê-lo virar um sucesso. Não acredito nessa manipulação tão fácil do público.

Jornal da Tarde - Uma famosa frase sua defende que 'o Brasil tem que assumir suas bundas de fora'.
Daniela Mercury -
Não sei vocês aqui em São Paulo, mas quando eu era pequena na Bahia cantava (canta a letra) bota a mão no lelelê / cadê você/ quero ver descer, quero ver subir. Isso eu cantava na escola com três anos de idade. Bota a mão no lelelê, cadê você, ói eu aqui. Não acho que o brasileiro seja conservador ao extremo para ser capaz de... A gente acha lindo as pessoas na praia de biquíni, quase nuas. Quando eu fiz o Canto da Cidade, Beth Carvalho me abraçou chorando e disse: 'Você trouxe o samba de volta'. E o Tchan, o que é que fez? Colocou o Brasil sambando e fazendo mais algumas coisas (risos). A erotização disso me incomodava, sempre me incomodou. Não sei se é porque não vemos problemas nisso, ou se é porque somos omissos. Eu não gosto de ver o Tchan no programa de televisão com a bunda de fora para achar as meninas dançando lindas. Não preciso ver aquela bunda de fora, e acho que grande parte da população também não precisa. Bunda de fora basta na praia, pelo menos para mim. Mas, por outro lado, se você não gosta de alguma coisa, desligue sua televisão, desligue o seu rádio.

Jornal da Tarde - Fazer shows em São Paulo é muito complicado?
Daniela Mercury -
Só dá para fazer shows grandes em São Paulo quando você está estourado. As casas em geral não dão passagens aéreas, o artista tem que investir em luz, cenário, tudo. Em São Paulo, você lota uma casa e sai no prejuízo. Não é só para artistas pequenos que é difícil, para os grandes também. Estamos sempre na corda bamba em todos os sentidos, quando lançamos o disco, quando fazemos o show.

Jornal da Tarde - Carlinhos Brown, amigo seu, não consegue espaço há anos em São Paulo.
Daniela Mercury -
Brown tem uma tristeza... Bem, não posso ficar falando pelos outros. Mas Brown tem uma tristeza, e com razão. É um artista super inovador, divertido, talentosíssimo, estourou na Espanha, França, Estados Unidos, elogiado por todos os produtores, mas não consegue seu espaço como artista popular. Já disse a ele que ele é muito anárquico, cada disco que faz é do jeito que ele quer, faz uma maluquice.

Jornal da Tarde - Ainda há resquícios do episódio do Rock in Rio (quando Carlinhos Brown foi vaiado)?
Daniela Mercury -
Creio que não. Ele perdeu a paciência com 200 mil pessoas e eu disse a ele que poderia ter sido mais calmo, mas me solidarizei com ele. Há certas situações que não se pode criar conflitos e ele não ajudou muito também. Ele gosta de uma confusão (risos). Não foi positivo, mas foi uma forma de ele ficar mais conhecido no Brasil.

Jornal da Tarde - O jornalista Nelson Motta escreveu o seguinte sobre você em 1996: "Daniela Mercury é o sol que veio tirar a MPB da sombra depressiva dos sertanejos, símbolos dos anos de lama".
Daniela Mercury -
Eu não tenho esse olhar de Nelson. Não consigo ver a música sertaneja como uma... não tenho essa relação com a música sertaneja, não me incomoda essa diferença, essa diversidade, embora não tenha com ela uma identidade. Mas entendi que foi uma recepção de uma pessoa que acompanha a MPB, me senti acolhida.

Jornal da Tarde - O Carnaval dos sonhos da Bahia será o que não tiver cordões separando pessoas?
Daniela Mercury -
Não vai acontecer isso nunca.

Jornal da Tarde - Por quê?
Daniela Mercury -
É uma questão da roda que move o mundo, o dinheiro. O Carnaval é simplesmente uma reprodução do que é nossa sociedade, uma sociedade de camarotes, de cadeiras cativas, de visões divididas por classes econômicas.

Jornal da Tarde - O 'separatismo' do Carnaval não tem solução?
Daniela Mercury -
Quem sabe se a gente conseguir feitos concretos, como o desembargo a Cuba. E depois desse dinheiro que chegou de Cuba para o PT, espero que o PT consiga realizar seu antigo sonho de ser socialista. Se conseguir, quem sabe o Carnaval da Bahia mude. Mas o que podemos fazer é tentar diminuir essa separação de classes, pelo menos nesse momento de fantasia.

Jornal da Tarde - Muita gente lucra atualmente com essa fantasia...
Daniela Mercury -
Só me incomodo quando dizem: 'Daniela Mercury deixou de fazer eletrônica porque não teve resultado comercial.' Pois é, eu faço um disco completamente inusitado, fora de carreira, sem a menor pretensão, que quer provocar mudança, abrir novas portas, 'catucar' novos públicos e dizem isso. A maioria das pessoas é assim, está na moda, gosta, não está na moda, não gosta. É um bando de Maria-vai-com-as-outras nesse País...

Jornal da Tarde - Você está falando dos artistas?
Daniela Mercury -
Não, dos artistas não, estou falando do povo.

Jornal da Tarde - Das pessoas?
Daniela Mercury -
Sim, as pessoas são movidas por moda. 'Ah, tá na moda, eu vou (a um show). Se está fora de moda, não vou não porque senão vou me queimar. Até gosto do artista, mas não vou lá no show dele não'.

Jornal da Tarde - Às vezes os artistas também fazem isso...
Daniela Mercury
- Ah, sim, muitos também vão com as modas. E tem outros que fazem as modas. Eu não faço trabalho com direção comercial. Podem me chamar de burra. Por exemplo, eu vou para fora do País, faço uma turnê de um, dois meses, e volto com prejuízo.

Jornal da Tarde - Você acabou de voltar de uma turnê nos Estados Unidos.
Daniela Mercury -
E posso dizer que eu, Daniela Mercury, não ganhei nenhum tostão. É a mesma história que rola no Brasil. Nos grandes shows tenho que levar a estrutura e pagar hotel, diárias, alimentação, transporte, tudo. Não tenho apoio do governo, não faço campanha política para ninguém. Vou com meu próprio dinheiro para abrir esse espaço porque eu quero esse espaço. Dizer então que vivo fazendo trabalhos para ter resultado comercial, não é verdade. Se fosse assim eu não faria nenhuma turnê fora do País.

Jornal da Tarde- Não compensa?
Daniela Mercury
- Financeiramente não. Compensa minha alma porque sou extremamente respeitada fora do País.

Jornal da Tarde - Se um artista não tiver cuidado, pode quebrar?
Daniela Mercury -
Quebra, quebra, por isso que eu digo, é um exercício de investimento. Me perguntaram na França: 'O que você está fazendo aqui? Por que não está na beira da sua piscina curtindo o seu dinheiro seu sucesso.' Eu digo porque eu quero, quero esse desafio, quero estar aqui porque eu amo vir para cá. Aí vou para lá lutar por um espaço pelo Brasil e, no Brasil, dizem: 'Ah, agora ela só se interessa pelo exterior porque ela quer ser metida'. Não tem nada disso, eu quero existir, quero ver até onde minha arte chega.

Jornal da Tarde - Fazer só Carnaval não seria mais fácil?
Daniela Mercury -
Eu poderia estar ganhando muito dinheiro esses anos todos fazendo só Carnavais. Mas não quero porque acho muito puxado, muito desgastante para a alma. Não tenho essa alegria toda, minha alegria é bastante para meus shows, não gosto de fazer muitos shows porque acho que as pessoas cansam da gente e a gente cansa dos lugares. Isso para não ficar cantando mecanicamente, que é fácil acontecer. Eu poderia estar 'trilhardária' só com o Carnaval. Faria 20 Carnavais em um ano como o Chiclete com Banana faz, que é uma das bandas mais ricas no Brasil. Não conheço um artista brasileiro que tenha tanto patrimônio quanto eles.

Jornal da Tarde - Então...
Daniela Mercury -
Não, não quero de jeito nenhum. E meus anseios intelectuais? Eu gosto de fazer show no lugar onde as pessoas gostam do que eu faço, prestam atenção e sabem o que estou fazendo. Eu não gosto de fazer shows só para as pessoas dançarem sem a menor preocupação com o que estou fazendo. Não quero que fiquem pensando muito, mas que pelo menos saibam o valor do músico. Não sou bobo da corte, quero um pouquinho mais do que isso.


O Vaticano cancelou ontem a participação da brasileira Daniela Mercury no concerto de Natal, dia 3 de dezembro, que vai celebrar a abertura do Ano Xaveriano, em honra a São Francisco Xavier, com a presença do Papa Bento XVI. O convite tinha sido feito há cinco meses.
O motivo é que a cantora ¿ que tem forte ligação com a área social da Igreja Católica na Bahia ¿ estrelou o comercial de prevenção à Aids no último carnaval. Daniela se apresentaria com artistas do mundo inteiro.

Lamento de Daniela

Superemocionada, Daniela diz que respeita a religião católica, que é a sua, mas afirma: ¿Lamento não poder representar meu país como artista.¿
A cantora reafirma seu direito de discordar da Igreja no que diz respeito à camisinha como forma de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. ¿Para mim, o uso de camisinha é instrumento de proteção à vida!¿


Em tempo...
Daniela tem razão.

Fonte: O Globo - Coluna Ancelmo Góis


Show Daniela Mercury em Orlando, FL - 2005

QUERO APROVEITAR E DEIXAR O MEU DEPOIMENTO, COMO AMIGA &FAN, "PARCEIRA DE ESTRADA" DE DANIELA MERCURY SOBRE O SHOW EM ORLANDO, DIA 02 DE NOVEMBRO E DIZER QUE FOI MARAVILHOSO... FANTÁSTICO!!!

Ela cantou e dancou como se fosse o seu ultimo dia de carnaval, por 3 horas "pra todos se acabarem"... e realmente aconteceu!!!

Na primeira parte mostrou varios sucessos de trabalhos passados, falou sobre o novo trabalho "Bale mulato" e cantou "Topo do mundo". Em clima de "Classica" trouxe "And I love her" pra mostrando o qto eh versatil, criativa, em idiomas e estilos diferentes ...com "Nobre vagabundo" fez TODOS cantarem como se estivessem fazendo parte de um "gigante coral"...um momento unico!

Os bailarinos ENCANTADORES...a banda e cada musico separadamente, DERAM UM SHOW!

Na segunda parte...apresentou músicas dos CDS passados, "maimbe danda" e a galera foi ao delirio com a "aula de aerobica", com ela ensinando e mostrando como eh seguir "atras do trio eletrico". FOI LOUCURA TOTAL...o Hard Rock Cafe "balancou".

Como sempre acontece Daniela FEZ TREMER E ARREPIAR os que jah a conhecem, o seu trabalho e os que a estavam assistindo pela primeira vez...a galera de PORTO RICO num grupo grande demonstrava estar admirados, surpresos com a sua voz, seu estilo unico, sua danca, coreografias, com a sensualidade dos bailarinos, com o show "a parte" dos percursionistas e dos musicos em geral.
Foram horas de ALEGRIA, DE "MATAR" E DEIXAR SAUDADES.

DEPOIS DO SHOW...conversamos com ela que estava descontraida, feliz como uma "criança grande", dando uma de fotografa, fazendo piadas e gozacao pra todos rirem...vimos uma Daniela de bem com a vida, satisfeita tanto com os fans que lotaram o local do show, os que estavam apos o espetaculo em volta dela; demonstrava o quanto estava agradecida com os produtores e proprietarios da B-twin-us Claudio Gianfratti e Gustavo Ferreira que fizeram um trabalho EXCELENTE, NOTA DEZ e tb por encerrar mais uma tour US, 2005...com "chave de ouro"!

Realmente não tem pra ninguém...Daniela Mercury é única, faz sempre bem e diferente o seu show!

Beijos pra todos,
Noelia


"Divas" da música baiana

A nossa última enquete foi um verdadeiro show! Simplesmente 19.887 internautas responderam à pergunta: “Qual é a diva da música baiana que você mais gosta?”. Confira as respostas: A cantora Daniela Mercury ganhou a parada com 79,4% dos votos. Já a divertida Ivete Sangalo teve 13,8% dos votos. E a musa dos mascarados Margareth Meneses teve 6,8% dos votos! A verdade é que todas elas são verdadeiros sucessos, são baianíssimas e cada uma encanta de forma única! Agora, saiba mais sobre as novidades das divas da música baiana!

Daniela Mercury: Considerada a Rainha do Axé, Daniela mostra que merece o título. Ela começou no dia 13 de outubro, e leva até o dia 04 de novembro, a maior turnê internacional de sua carreira! A baiana está arrasando com o seu swing no novo cd “Balé Mulato” e vai passar por 11 cidades americanas, além de Montreal e Canadá. Daniela também tem sido destaque em jornais internacionais como o Los Angeles Times, depois da sua passagem pela cidade com um show que ferveu a galera."

Por Joana Maltez


Que daniela é cultura pura, todos sabem, mas às vezes, DM nos surpreende.

O clipe, gravado em um morro carioca no Rio de Janeiro é baseada na história do "mito de Penélope"
Esta história consiste em Penélope, uma jovem apaixonada pelo guerreiro Ulisses. Ela se casa com seu grande amor, mas Ulisses vai para a guerra e é dado como morto.
No seu interior, Penélope sempre achou que Ulisses um dia iria voltar, pois não acreditava em sua morte.
Sendo assim, para passar sua dor e seu tempo, Penélope começa a tecer uma colcha.
Como naquela época, mulheres não ficavam solteiras, foi marcado um novo casamento para Penélope.
Apaixonada pelo seu marido Ulisses, e acreditando que ele estava vivo, Penélope diz que só irá abrir seu coração para outro quando acabar de tecer a colcha. Mas Penélope tecia a colcha durante o dia, e a desfazia durante a noite para ganhar tempo.
Esta história linda foi adaptada para o novo clipe.
Em "topo do mundo", Daniela aguarda pelo seu grande amor, um passista de uma escola de samba, que está preso. O personagem é vivido pelo ator Rocco Pitanga.
Enquanto aguarda sua liberdade, Daniela costura sua fantasia de porta-bandeira da beija-flor.
Muito criativo!!!!!


Texto: Junia Sena - Foto cedida por zeca ( produção de DM)
 


Ô ABRE ALAS QUE EU QUER PASSAR!!!!
Clique na foto para ver maior.

Que arraso!
Daniela Mercury, em seu novo clipe, encara o papel de porta-bandeira da Beija-Flor.
Lindamente bailando entre plumas e paetês, la Mercury esteve no Morro dos Prazeres no Rio de Janeiro, dia 11 de outubro, para a gravação do clipe de "topo do mundo".
Com a direção de Lírio Ferreira, Daniela aguentou firme a pesada fantasia!
Agora é só esperar para ver mais este obra de arte! Que linda.....
E continuem pedindo "topo do mundo" nas rádios!

Texto: Júnia Sena

 


Daniela é notícia nos jornais franceses

Em Salvador na Bahia, a cidade de todos os santos, a mais africana do Brasil, todos conhecem Daniela Mercury, que primeiro conquistou sua terra para depois tornar-se um nome na Europa, principalmente na França e Portugal. Para os amantes do futebol, foi a madrinha da equipe do Brasil na Copa do Mundo em 1998. Uma natureza, morena Daniela! Olhar frisante e longos cabelos que caem em cascata sobre os seus ombros, conservou, justamente à quarenta anos, um andamento juvenil e uma incrível energia que lhe valeu ser apelidada de pinga fogo.
Antiga backing vocal de outro artista baiano, Gilberto Gil, que hoje compartilha entre sua atividade musical seu posto Ministro da Cultura, ela se tornou a rainha do "trio elétrico", uma forma de desfile que nasceu durante o carnaval da Bahia. Apresentando-se sobre um caminhão e com um som largamente amplificado, Daniela canta e dança em companhia de duas guitarras e um baixo elétrico, seguida por uma multidão.

"Esta forma de espetáculo de rua é específica da Bahia", afirma." É muito mais espontâneo que um show em palco porque estamos no meio da multidão. É direto e todos cantam e dançam ao mesmo tempo, enquanto duas a três mil pessoas desfilam, é muito impressionante."

No dia 23 de julho, Daniela Mercury desfilará não em Paris, mas em Cannes, sobre Croisette, em companhia de percussionistas e dançarinos. Será uma das principais atrações - com Gilberto Gil, Gal Costa, Seu Jorge, Lenine, Jorge Ben Jor e Henri Salvador - do grande concerto gratuito no dia 13 de Julho (20 horas), na Praça da Bastilha. Neste momento, sob esta chuvosa tarde de junho, Daniela Mercury repete algumas canções (Canto Da Cidade, Rapunzel, Ilê perola negra) em companhia do grupo de percussões do bloco (grupo) Ilê Ayiê, situado no bairro da Liberdade.

"É a minha oportunidade de fazer a França conhecer o som excepcional da nossa percussão e que simboliza toda contribuição da África na música popular brasileira", explica. Estes percussionistas foram formados muito jovem no grupo Ilê Ayiê, que acolhe, a partir da idade de seis anos, cerca de duzentos alunos, exclusivamente negros. Procedentes da maior parte de famílias desfavorecidas, são escolarizados e tidos a possibilidade de freqüentar diferentes cursos artísticos - das percussões até a Capoeira - e mesmo de entrar em aprendizagem de cozinha ou fundição das percussões.

Uma escola exemplar totalmente financiada por fundos privados, principalmente pela grande cadeia de distribuição Pão de Açúcar, e dirigida por um gigante cognominado Vovô, cuja mãe, e Mae Hilda, grande figura do candomblé, foi indicado para o prémio Nobel da paz 2005.

"Está em mim!", exclama Daniela Mercury que sempre incluiu na sua música e dança uma larga influência africana. Sensível como o seu compatriota aos programas sociais destinados alfabetização das crianças e tirá-las da rua, este antigo projeto da UNICEF acredita que o melhor meio para fazer reduzir a delinqüência à Bahia consiste em multiplicar as iniciativas culturais e pedagógicas, a exemplo do Ilê Ayiê.

"Não é difícil mostrar-lhes a boa via, elogiar o trabalho, impor o respeito deles e dos outros, acrescenta Daniela Mercury."O exemplo deve ser seguido e encontra seu melhor exemplo no Ilê Ayiê. É uma forma de recompensa para o trabalho realizado todo o ano. É necessário saber que aqui todos pensam no carnaval seguinte logo após seu término. Canalizam todas as paixões, todas as energias, todos os talentos e provocam inclusão social."


Por Jean-Luc Wachthausen - 05 juillet 2005 (Le Figaro- Jornal Frances)


Daniela canta  hino nacional no GP do Brasil

Daniela Mercury emprestou, mais uma vez, sua voz ao Hino Nacional Brasileiro. Desta vez, a baiana foi responsável pela abertura do GP Brasil de Fórmula 1, no último domingo, 25, em Interlagos-SP. A corrida vencida por Juan Pablo Montoya, consagrou o espanhol Fernando Alonso, da Reanult que, mesmo chegando em terceiro, foi o campeão mundial da temporada 2005.

Esta não é a primeira vez que a cantora entoa o hino em eventos esportivos. Recentemente ela emocionou o estádio Mané Garrincha na partida que classificou o Brasil para a Copa no jogo contra o Chile.

Breve: Fotos no site www.danielamercury.art.br

Por: Laíse Rabelo - Via Press Comunicação


Daniela apresenta seu "Balé Mulato"

Balé Mulato é o título do décimo disco solo de Daniela Mercury. O CD será distribuído em outubro pela EMI. Na foto, a cantora posa com Marcos Maynard, presidente da gravadora, durante a assinatura de contrato. O álbum reúne 14 faixas produzidas por Ramiro Musotto, Alê Siqueira e pela própria Daniela na Bahia, nos estúdios Ilha dos Sapos e Canto da Cidade. A música de trabalho é Topo do Mundo, parceria de Jauperi e Gigi. A cantora regrava Pensar em Você (balada de Chico César, lançada pelo autor em seu quarto disco, Mama Múndi) e Tonelada de Amor (música de Márcio Mello, já gravada também pelo autor). Vanessa da Mata também está presente no repertório. Daniela fez as fotos de divulgação do álbum na quadra da escola de samba Beija-flor de Nilópolis.

Fonte: Jornal o Dia (Coluna Estudio)


O Hotel Transamérica, em São Paulo, lotou na noite de 21 de setembro, durante o lançamento da primeira campanha institucional do Instituto Ayrton Senna, “Todo mundo tem potencial pra ser um vencedor”. Cerca de 300 convidados, entre artistas e empresários prestigiaram o evento, que exibiu as peças da campanha desenvolvida pela agência Giovanni, FCB . Em enormes painéis que decoravam o espaço do Hotel, crianças e jovens dos projetos do Instituto e celebridades nacionais e internacionais - como Ronaldinho, Pelé, Alain Prost , Hebe Camargo, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Sandy & Junior, Rodrigo Pessoa, Reynaldo Gianecchini e Rodrigo Santoro – aparecem abraçadas ao capacete do tricampeão de Fórmula 1. Ícone da campanha, o capacete simboliza as oportunidades que Senna teve para ser um vencedor nas pistas e na vida. Os convidados assistiram ao filme da campanha, que tem como trilha a música Gente, de Caetano Veloso, e está sendo divulgado em todo o Brasil pelos veículos de comunicação que abraçaram a causa.

Embaixadoras do Instituto


Em um discurso improvisado, que foi aberto com uma canja da música Aquarela do Brasil na voz contagiante de Daniela Mercury, Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, disse que o “grande desafio do país é transformar potenciais em realidade”. “Como tantas pessoas que estão aqui nesta noite, nós somos exceção neste país, e precisamos transformar exceção em regra. Esse é o objetivo da campanha e do trabalho do Instituto, ajudar a construir um Brasil onde todas as crianças e jovens tenham oportunidade de brilhar. Como a música de Caetano diz: Gente é pra brilhar..”, afirmou Viviane, cercada pelas estrelas mirins da campanha.

Viviane convidou Daniela e Sandy, que também marcou presença no evento, a tornarem-se embaixadoras oficiais do Instituto Ayrton Senna. Convite aceito.

“São milhões de crianças que estão recebendo uma oportunidade do Instituto, mostrando garra e obstinação.Vamos concentrar baterias para que toda a sociedade brasileira possa ajudar a continuar ampliando o número de crianças atendidas que estão tendo muito sucesso na sua vida escolar, pelo esforço e dedicação. Mais parceiros sempre, juntos!”, convocou a cantora.


Fonte: Site oficial Instituto Airton Senna


MULHER SOLAR, MÚSICA LUNAR

Frank Sinatra as chamava de “the wee small hours of the morning” – as minúsculas horas da manhã, entre uma e duas da madrugada. Horas feitas para a reflexão, porque marcam a noite que acaba para alguns e a que está apenas começando para outros. Não importa o caso, há uma música ideal para essas horas: a grande música.

Uma música em que as palavras tenham um peso equivalente ao de cada nota, as frases vibrem como acordes e as canções falem, ao mesmo tempo, ao sentimento e à inteligência – mas em que as consonâncias não dispensem as dissonâncias. Ou seja, é um papo de adulto. O lugar perfeito para esta química costuma ser um bar numa grande cidade: um ambiente de tijolos aparentes, com uma luz sujeita a diabolismos e um microfone que poderia ser até dispensado porque a comunicação entre a cantora e seu público é direta. Se tudo isso acontecer, você estará falando de Daniela Mercury ao vivo no Bourbon Street, em São Paulo, há não muito tempo, de que resultou este Clássica.

Daniela Mercury? Sim, a mesma que você se habituou a identificar como uma valquíria dos trios elétricos, drenando sua joie de vivre de uma fonte aparentemente inesgotável, e cavalgando axés como se não quisesse deixar sobreviventes. Em sua encarnação solar, nos últimos dez anos, Daniela multiplicou seus fãs e dividiu as opiniões. Por tantos adorada, nunca foi uma unanimidade. E agora se entende por quê – porque aquela não era toda a cantora que ela tinha para nos oferecer.

Assim como o planeta Mercúrio, por ser o mais perto do Sol, é o mais difícil de ser estudado, havia também a Daniela que ficava do outro lado da lua. Na verdade, quando começou sua carreira – há também nem tanto tempo –, seu cenário era o dos bares noturnos de Salvador, cantando canções que, já então, haviam trocado a idade pela eternidade: “Derradeira Primavera”, de Tom e Vinicius; “Retrato em Branco e Preto”, de Tom e Chico; “Sem Fantasia”, de Chico. E, ainda antes disso, houve muito teatro, aulas de violão e corais de igreja, com uma Daniela de saínha curta e cachos, numa idade em que certas afinidades profundas se definem. A prova de que foi nesse tempo que se definiram as afinidades musicais mais profundas de Daniela está em todo o repertório deste CD/DVD.

Está no impressionante à vontade com que ela se joga em canções que já freqüentaram outros gogós, na tranqüilidade com que brinca com essas canções, e na medida certa do respeito que se deve ter pelas criações alheias – respeito, sim, não subserviência. Daniela pega o material da concorrência (e, nesse caso, a concorrência chama-se Elis Regina), como “Atrás da Porta”, de Francis e Chico, “Upa, Neguinho”, de Edu e Guarnieri, ou “Se Eu Quiser Falar com Deus”, de Gil, e nos devolve versões exclusivas de Daniela Mercury – como deve ser. Permite que ela reabilite um Tom e Vinicius tão pouco lembrado, “Brigas Nunca Mais”, ou o esquecidíssimo Gil de “Amor Até o Fim” – de onde Daniela foi tirar esta? (pensei que só eu me lembrasse!) –, até incluir canções próprias (“Maria Clara”, “Aeromoça”) ou as dos amigos. Nenhum ritmo lhe reserva segredos, o que significa que, sempre que quiser, Daniela será também uma cantora de bossa nova, samba, jazz ou samba-jazz – todos os gêneros a verão como bem-vinda –, sem deixar de ser, inquestionavelmente, ela própria.

Quando o cantor faz esta opção pela grande música, um mundo novo se abre de repente no seu universo (e no nosso, de ouvintes). Ele deixa de ser apenas um cantor ou cantora – torna-se alguém com quem dialogamos em silêncio, a quem confiamos nossa intimidade, de quem extraímos sabedoria ou arrimo. Salta para fora do disco e passa a habitar uma dimensão difusa, entre a arte e a vida. Quantos cantores conseguem isto?

Em Clássica, Daniela bate um papo de adulto com o ouvinte e com a música popular brasileira – sem deixar de ser a menina de rabo-de-cavalo que, um dia, pediu pela primeira vez para cantar na noite. Eles deixaram. No que se viu diante de um microfone, ela esticou o braço em direção ao céu, tirou com a mão uma estrela e a pregou na testa. Por isso, pode cantar também as canções lunares – porque ela as ilumina.

RUY CASTRO


Daniela no VATICANO

A cantora brasileira Daniela Mercury vai cantar para o Papa Bento XVI, no dia 3 de Dezembro, que é a Festa de S. Francisco de Xavier ... A baiana será a única brasileira, entre seis cantores de todo o mundo, a apresentar-se para o Papa Bento XVI, no Vaticano. O repertório ainda não foi definido, mas a brasileira gostaria de incluir algumas canções nacionais. Na viagem para Itália, Daniela terá a companhia dos pais, Antônio Abreu e Liliana Mercuri, além da avó, Olga, de 96 anos.
Fonte: Jornal "Destak"


Hino Nacional terá voz marcante de Daniela Mercury

O Brasil ganhou um reforço contra o Chile, no próximo jogo, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo, dia 04/09: o Hino Nacional cantado antes do jogo contará com a voz forte e vibrante de Daniela Mercury. A baiana promete emocionar e incentivar ainda mais a torcida que comparecer ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Photo: http://fotolog.terra.com.br/danielagomes

 


Daniela canta clássicos da MPB em novo DVD/CD

Daniela Mercury acaba de lançar pela Som Livre o DVD/CD Clássica, em que deixa a mistura de samba-reggae, tecno e axé para emprestar sua voz a grandes sucessos da MPB, bossa-nova e jazz. O DVD/CD é fruto de uma apresentação da cantora no Bourbon Street, em São Paulo, ano passado. No repertório, "Atrás da porta" (Francis Hime e Chico Buarque), "Vapor barato" (Macalé e Waly Salomão), "Se eu quiser falar com Deus" (Gilberto Gil), "Brigas nunca mais" (Tom e Vinicius) e "Corsário" (Bosco e Blanc) entre outros.


 


DANIELA MERCURY - ELETRODOMÉSTICO

Geralmente gravações de discos ao vivo são revisões da carreira de um artista, com alguns novos arranjos dos seus grandes sucessos, o público cantando junto e, no máximo, uma ou outra música nova. Mas Daniela Mercury é tão inquieta artisticamente e tão corajosa que preferiu inovar e arriscar. Muito mais que uma revisão de sua carreira e seus sucessos, Eletrodoméstico, o show, é uma plataforma de lançamento de novas musicas e de duetos internacionais que dão seqüência e profundidade à sua carreira na Europa, Estados Unidos e América Latina. E ao mesmo tempo um registro da transformação e evolução de seu trabalho no Brasil, incorporando novas tendências, gravando novos compositores, pesquisando novas fusões rítmicas, entre a “eletro”internacional e as percussões “domésticas”que fascinam o mundo musical.

Eletrodoméstico apresenta 12 músicas novas ao lado de algumas regravações e de seus grandes sucessos, desde a música-título ( um funk-rap-samba bem carioca, escrito por Falcão e Marcelo Yuka, do Rappa, para ela) até Meu Plano, uma música nova e deslumbrante canção romântica de Lenine e Dudu Falcão, também escrita sob medida para Daniela e que está entre as melhores que ele já criou, entre tantas lindas. Uma canção que nasce clássica e permite que Daniela a interprete num tom mais grave e sensual, mais calorosamente intimista, em harmônico contraste com a explosão de dança e alegria que marca seu estilo.

Certamente será uma grande surpresa quando se ouvir a voz de Daniela, cool e quente, em ótimo inglês, nas primeiras notas de It Ain’t Over ‘Til It’s Over, o clássico de Lenny Kravitz. E mais ainda quando se sentir a pulsação do samba-reggae envolvendo a canção. A idéia de sugerir-lhe essa música começou a nascer anos atrás, em Nova York, quando a ouvi cantando uma sensacional versão pop com percussão brasileira de “Every Breath You Take” de Sting, fazendo delirar milhares de americanos. É uma continuação e um desenvolvimento de sua bem-sucedida idéia de fusão e integração de ritmos. Com Lorenzo Jovanotti, o rapper italiano, um dos grandes talentos europeus. Daniela escolheu cantar outro clássico, Ive Brussel, de Jorge Benjor, misturando aos ritmos brasileiros a eletrônica internacional e o hip-hop italiano de última geração. Riqueza é a versão em espanhol de “Tour”, uma das grandes músicas de Carlinhos Brown, que Daniela faz em dueto com a espanhola Rosário Flores, que muito mais do que a atriz que emocionou o mundo como a toureira de “Fale com Ela”, de Almodóvar, é um dos grandes nomes da música pop da Espanha, com seu estilo exuberante e dançante como o de Daniela. Flamenco e afoxé, bullerias e samba-reggae, gitanos e baianos na mesma festa.

Dulce Pontes, bem, desde que Caetano Veloso me apresentou o seu primeiro disco há dez anos e depois de ouvi-la fascinado nos Estados Unidos e na Europa inúmeras vezes, considero-a ( junto com importantes críticos internacionais) uma das melhores cantoras do mundo. Para um CD/DVD destinado ao mercado internacional seria indispensável à presença de um artista de Portugal, onde Daniela é recordista absoluta de venda de discos. O nome de Dulce quase nem precisou ser dito, ou foi dito ao mesmo tempo por nós dois, junto com a certeza que as duas produzirão uma inesquecível versão de uma das grandes músicas de Caetano Veloso, Milagre do Povo, escrita para a minissérie “Tenda dos Milagres”, da Rede Globo.

Ouvindo os discos de Jovanotti conhecemos uma grande música dele, um rap de 1992 com uma levada e uma letra sensacionais, que foi um dos grandes sucessos europeus do ano. É a visão emocionada de um estrangeiro sobre o Novo Mundo, sobre as esperanças e belezas de uma raça feito de raças, de uma cor feita de cores, num mundo cheio de sol, música e dança.

Escrevi uma versão em português para Daniela, em parte fiel à visão estrangeira e em parte tomei a liberdade de dar nossa visão de dentro desse Umbigo do Mundo, um rap que integra world music, samba, reggae, capoeira e até bossa nova.

Depois de uma tarde no estúdio com Falcão, Lobato e o DJ Negralha trabalhando no arranjo de Eletrodoméstico, Daniela saiu para a balada carioca e na Melt ouviu o novo grupo Eletrosamba ( um desenvolvimento do AfroRio, um dos grandes sucessos das noites cariocas) tocando uma música que, antes mesmo de ser gravada, já era um sucesso na Zona Sul do Rio de Janeiro, cantada em coro pelo público em todos os shows do Eletrosamba. Era a cara dela. Dona da Banca é um eletro-samba-funk de efuziante alegria e imediata comunicabilidade, que encontrou em Daniela sua intérprete ideal.

Ainda entre as novidades, uma belíssima canção romântica de Carlinhos Brown, em parceria com Arnaldo Antunes, To Remember, que o próprio Carlinhos canta junto com Daniela; a pop-disco-samba Temporada das Flores, de Leoni, que Daniela já gostaria de ter incluído em seu disco anterior, mas continua atualíssima e uma grande música do jovem compositor baiano Alexandre Peixe, junto com Beto Garrido, um pop dançante de alta qualidade que foi ambientado num batidão house pelo DJ Memê e que recebeu uma nova parte da letra que escrevi a pedido de Daniela. Essa música, Pare de Chorar, gravada em estúdio, é bônus track no CD. E que bônus! Entre as recriações, três destaques: a surpreendente versão cool rap de Nossa Gente (Avisa Lá), com três vozes de Daniela sobrepostas em harmonia e refrão em inglês, destinada a explodir nas pistas; a versão trip-hop roqueira do clássico tropicalista Baby e um arranjo cool bossa de grande delicadeza e elegância criado pelo produtor e DJ Bid para À Primeira Vista, de Chico César, um dos grandes sucessos de Daniela. E, claro, sucessos antigos e recentes como O Canto da Cidade, Swing da Cor, Rapunzel, Nobre Vagabundo, Só pra te Mostrar, Minas com Bahia, Você Não Entende Nada e Mutante.

Trabalhamos muito, com grande intensidade e entrega, durante um ano, na produção desse programa de televisão, CD e DVD “MTV ao Vivo”. Estou certo que o público brasileiro e internacional conhecerá mais do melhor de Daniela e também novas faces e nuances de seu talento em permanente evolução. Tenho o orgulho e a alegria de ter colaborado com uma grande artista, uma mulher vibrante e corajosa, amiga da vida, do amor e da arte, nesse vôo que a levará mais longe e mais alto.

Nelson Motta
Salvador, janeiro de 2003


 

   
   

 

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